A gente foi morar pertinho do Ceasa.
Na época um bairro novo, ruas de terra, sem luz na rua.
Hoje é onde fica o SOS Humanização.
Na época havia um convento de freiras após a Rodovia Raposo Tavares e as freiras faziam visitas aos moradores e terço nas casas a noite.
Em nossa rua havia uma senhora bem idosa com um filho deficiente, que teve paralisia infantil e atrofiou as duas pernas.
Ele "caminhava" sentado num pedaço de couro, impulsionando o corpo com as mãos com luvas também de couro.
Todas as semanas a gente ia em grupo rezar nas casas ali.
Aquele noite íamos pela rua no escuro em grupo.
Dali a pouco a senhora idosa dá um grito e corre.
Paramos sem entender nada.
Ela explica: Ia caminhando e o filho deficiente encostou na perna dela.
Como ele praticamente se arrastava pelo chão ela julgou que fosse um cachorro no escuro e gritou e correu.
Era uma situação triste mas com o tumulto que se formou acabamos dando risada e continuamos nossa caminhada para rezar numa das casas do bairro.
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