quinta-feira, 30 de julho de 2026

Como todos os amigos já sabem, eu amo escrever.
E não é coisa recente.desde que eu tinha uns 12, 13 anos escrevo.
Quando criança tinha meus cadernos e lápis e a noite amava ficar escrevendo.
Meu pai ficava muito bravo.
___ Porque você  fica estragando caderno e lápis?
Para ele era um desperdício eu pegar um caderno novo e encher de letras que ele nem imaginava o que era.
Eu não deveria ficar até tarde( 21 horas) com a luz acesa também .
Hoje posto minhas histórias todos os dias.
Falo de minha vida, de minhas lutas, de meus "amores" e desamores.
Tenho meus amigos que curtem minhas histórias. 
Tenho meus amigos que estão aqui todos os dias acompanhando minhas postagens.
Tenho umas poucas pessoas que torcem o nariz.
Tenho, graças à Deus, poucas pessoas que criticam.
E assim vou levando, sempre grata a cada pessoa que todos os dias estão aqui se divertindo com esses textos que hoje viraram diversão apenas. 
Acho que de tudo que escrevo o Cego Louco é o mais lembrado.
Também difícil esquecer uma criatura tão bizarra.
E você?
O que mais curte em meus textos?

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Era o ano 1982
A gente foi morar pertinho do Ceasa.
Na época um bairro novo, ruas de terra, sem luz na rua.
Hoje é onde fica o SOS Humanização. 
Na época  havia um convento de freiras após a Rodovia Raposo Tavares e as freiras faziam visitas aos moradores e terço nas casas a noite.
Em nossa rua havia uma senhora bem idosa com um filho deficiente, que teve paralisia infantil e atrofiou as duas pernas.
Ele "caminhava" sentado num pedaço de couro, impulsionando o corpo com as mãos com luvas também de couro.
Todas as semanas a gente ia em grupo rezar nas casas ali.
Aquele noite íamos pela rua no escuro em grupo.
Dali a pouco a senhora idosa dá um grito e corre.
Paramos sem entender nada.
Ela explica: Ia caminhando e o filho deficiente encostou na perna dela.
Como ele praticamente se arrastava pelo chão ela julgou que fosse um cachorro no escuro e gritou e correu.
Era uma situação triste mas com o tumulto que se formou acabamos dando risada e continuamos nossa caminhada para rezar numa das casas do bairro.