sábado, 21 de fevereiro de 2026

Que raiva!

Eu arrumei meu primeiro emprego aos 12 anos.
Estava eufórica porque era moça já é podia trabalhar. 
O trabalho era ser babá de 02 crianças que a mãe trabalhava na Fábrica Santa Maria e eu ficaria cuidando deles.
Tinha que morar no emprego porque a mulher entrava as 5 da manhã na fabrica. 
No primeiro dia tudo bem.
Meu pai passou de manhã na calçada, que era trajeto dele para ir ao trabalho.
No segundo dia meu pai passou de novo, mas aí a coisa tinha mudado de figura.
Me informou que eu teria que ir embora, que minha mãe não poderia ficar sem eu e tinha dado maior trabalho a noite.
Ela havia desmaiado( como sempre fazia) e dado trabalho para ele e as tias, que eram vizinhas.
Motivo: Se eu não abandonasse o trabalho ela teria as famosas possessões demoníacas e ia morrer.
E lá vou eu deixar a patroa na mão e ir embora a tarde para casa.
De tanto conviver com essa paranoia de desmaiar e "receber" os tais espíritos acho que peguei nojo disso.
E era sempre o "pai e a mãe dela" ¹alertando que se a gente não fizesse os gostos dela ela morreria.
Os tais espíritos levariam ela com eles.
E meu pai se desesperava e corria fazer os gostos dela.
Foi uma forma que ela encontrou para fugir da opressão  masculina e ser paparicada.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

MULHER BURRA DEMAIS, EU

Aquele dia o cego resolveu fazer uma cerca na frente da rua, que era de terra e a casa totalmente aberta sem cerca.
Comprou um rolo de arame farpado e uns mourões e eu fui ajudar.
Eu marquei onde seriam colocados os mourões e colocava ele nos lugares marcados, para ele cavar.
Estávamos nessa luta e chega uma irmã dele que eu não conhecia com um rapaz junto.
Os dois bêbados. 
O cego endoidou e já deu dinheiro para eles buscar bebidas.
Eu entrei e fui para o quarto.
Eles ficaram lá na frente da casa na maior arruaça os 3 bebendo.
Ignorei.
Como sou surda ele deve ter me chamado e eu não percebi.
Aí o rapaz chega na porta do quarto e diz: Dona, seu marido está chamando!
Respondi: Obrigada, estou indo.
No mesmo instante o cego aparece louco na porta do quarto gritando: Porque você está conversando com homem em minha ausência?
E desandou num escândalo de ofensas.
Eu esperei os 3 se distrair e fui embora dali.
Vim passar uma semana em minha casa em outra cidade.
Não adiantava muito, quando passava a bebedeira ele vinha chorando explicar porque EU errei....